sábado, 15 de junho de 2013

Apesar de você

   

                                      

 [por Soriedem R. Belga Mota]


A resposta é voar.
Voar mesmo quando o vento é frio e cortante,
mesmo com uma das asas machucadas,
mesmo que o céu esteja fechado e amedrontador. 

Porque quando aquele que deveria ser seu porto seguro

é na verdade a ilha de suas maiores e mais mordazes tormentas, 
deve-se aceitar que é tempo de seguir em frente. 
Deve-se aceitar que é tempo de alçar voo, para qualquer lugar, 
e encontrar um pouso onde se possa, enfim, descansar. 








“Depois que cansei de procurar aprendi a encontrar.
Depois que um vento me opôs resistência,
velejo com todos os ventos.”
                                                                                                              [Friedrich Nietzsche]