quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MEU 18 DE OUTUBRO


                                                               [por Soriedem R. Belga Mota]



Hoje eu senti aquela dor que médicos não curam e
poucos são aqueles que consolam.

Pra mim, hoje foi o dia da doença;
da pior doença do mundo.

Pra mim, hoje foi o dia da miséria.
Hoje foi o dia de comemorar a miséria das 
nossas 
gestantes que acham que "parir" é coisa de pobre;
a miséria da sociedade que acha chique fazer cirurgia desnecessária; 
a miséria do povo que pensa que bem nutrido é o 
recém nascido que toma leite Ninho;
a miséria do nosso sistema de saúde ainda tão 
hospitalocêntrico remediocêntrico; 
a miséria da educação médica que insiste em ver saúde coletiva 
como postinho ou PSFzinho;
a miséria de nós como estudantes, que assistimos conformados 

ao descaso de alguns "doutores" e reproduzimos mais miséria.

Infelizmente é possível que jamais encontremos a cura para essa 

pandemia, mas apelo hoje aos atuais e futuros médicos que não 
se esqueçam que medicina é enfrentar todo dia uma batalha pela vida, 
mesmo sabendo que jamais venceremos a guerra.

In Memoriam a Bia
+ (17/10/2012)


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